Criar Ordem de Serviço
ORDEM DE SERVIÇO
Número da OS: indique número da OSordem_servico_0001
Data de emissão: indique data de emissãoordem_servico_0002
Local de emissão: indique cidade de emissãoordem_servico_0003/indique UF de emissãoordem_servico_0004
Data de vigência: indique data de vigênciaordem_servico_0005
Esta pergunta identifica quem solicita, autoriza e paga pelos serviços descritos nesta Ordem de Serviço. A qualificação completa reduz dúvidas sobre quem pode aprovar alterações, receber entregas e assumir obrigações financeiras. Selecione a opção correspondente à natureza do Contratante e preencha os dados oficiais. Essas informações serão repetidas no bloco final de assinatura para manter consistência e facilitar comunicações formais.
Esta pergunta identifica quem executará os serviços e responderá pelo cumprimento do escopo, dos prazos e das condições técnicas desta Ordem de Serviço. A qualificação correta facilita a emissão de documentos fiscais, o pagamento e a responsabilização por falhas de execução. Selecione a natureza da Contratada e utilize dados oficiais e atuais. O representante de pessoa jurídica deve possuir poderes suficientes para assumir as obrigações previstas.
denominadas conjuntamente como Partes e individualmente como Parte, celebram a presente Ordem de Serviço, que formaliza a autorização, o escopo e as condições de execução dos serviços descritos a seguir.
Esta pergunta define o objeto da Ordem de Serviço e deve indicar tudo o que a Contratada está autorizada a executar. A opção selecionada deve identificar o serviço, os resultados esperados, o local ou forma de execução e as principais exclusões. Uma descrição completa evita cobranças por tarefas não solicitadas e impede que o Contratante exija atividades que não tenham sido incluídas no orçamento aprovado.
1.1. AUTORIZAÇÃO. A assinatura ou aprovação eletrônica desta Ordem de Serviço representa autorização expressa do Contratante para o início da execução, nos limites do escopo, preço e condições selecionados. A Contratada não deverá iniciar serviços adicionais, substituir materiais por itens de maior preço ou ampliar a quantidade contratada sem autorização prévia do Contratante.
1.1. VALIDADE DO ORÇAMENTO. As condições comerciais desta Ordem permanecerão disponíveis para aprovação pelo prazo de indique dias de validadeordem_servico_1201 dias contados do recebimento pelo Contratante. Após esse prazo, a Contratada poderá atualizar preço, disponibilidade e cronograma antes da aceitação.
Esta pergunta determina quando a execução começa, quando deve terminar e quais eventos podem afetar o cronograma. O prazo deve considerar a disponibilidade de materiais, a entrega de informações e o acesso ao local ou aos sistemas do Contratante. Se o serviço for prestado sob demanda, é importante distinguir o prazo para primeira resposta do prazo para conclusão. Selecione a opção que melhor descreve a dinâmica real da execução.
Esta pergunta distribui a responsabilidade pelos materiais, peças, equipamentos, licenças, ferramentas e demais recursos necessários ao serviço. A definição é importante porque afeta o preço, o prazo e a garantia. Os itens fornecidos devem ser identificados com seus valores quando forem cobrados do Contratante. Também é necessário indicar quem responde pela qualidade, compatibilidade e entrega no prazo, evitando dúvidas sobre falhas causadas por recursos inadequados.
Esta pergunta define como o Contratante verificará a conformidade do serviço, em quanto tempo deverá se manifestar e como a Contratada corrigirá falhas relacionadas ao escopo autorizado. A regra de aceite não deve eliminar direitos obrigatórios nem impedir reclamação por defeito oculto. Selecione o procedimento mais adequado ao tipo de serviço, estabelecendo critérios objetivos e prazos proporcionais à complexidade da entrega.
Esta pergunta define o procedimento para mudar o escopo depois da aprovação da Ordem de Serviço. A regra evita que a Contratada realize atividades extras sem garantia de pagamento ou que o Contratante seja surpreendido por acréscimos não autorizados. Cada alteração deve indicar o serviço adicional, o preço e o impacto no prazo. Selecione a alternativa compatível com a forma de gestão das Partes e com o grau de flexibilidade necessário.
Esta pergunta estabelece a remuneração da Contratada e discrimina os principais componentes do orçamento. A condição selecionada deve indicar o preço da mão de obra, dos materiais ou equipamentos, o vencimento e o documento utilizado para cobrança. O Contratante deve verificar esses dados antes da aprovação. Retenções tributárias obrigatórias poderão ser feitas quando previstas em lei, com fornecimento dos comprovantes correspondentes.
Esta pergunta define os encargos e as medidas aplicáveis quando o Contratante não paga no prazo. A cláusula deve indicar claramente a multa, os juros e quando a Contratada poderá suspender serviços ainda não executados. A suspensão deve ser precedida de comunicação e não elimina o dever de pagar valores vencidos. Se as Partes preferirem aplicar apenas as regras legais, é possível deixar a matéria não prevista.
Esta pergunta define como a execução poderá ser encerrada antes da conclusão e quais valores continuarão devidos. A cláusula deve distinguir cancelamento por conveniência de rescisão por descumprimento. Também deve proteger a Contratada quanto ao trabalho e aos materiais já mobilizados e o Contratante quanto a valores relativos a serviços não executados. Selecione a alternativa compatível com o tipo e a duração do serviço.
Esta pergunta determina quando uma Parte deverá indenizar a outra por prejuízos relacionados à Ordem de Serviço. A condição precisa identificar o fato gerador, como descumprimento, negligência, uso inadequado, informação incorreta ou dano a bens sob guarda. A indenização deve guardar relação com o prejuízo comprovado. Se houver limite financeiro, são necessárias exceções para fraude, dolo e outras condutas que não possam ser protegidas contratualmente.
Esta pergunta define o procedimento para resolver divergências sobre escopo, preço, atraso, qualidade, cancelamento ou responsabilidade. O foro judicial é a opção mais comum, enquanto a mediação permite uma tentativa estruturada de acordo. A arbitragem pode ser adequada para contratos empresariais de maior valor, desde que envolva direitos patrimoniais disponíveis e seja validamente aceita. Em relações de consumo, permanecem aplicáveis as regras protetivas e de competência obrigatória.
1. OUTRAS DISPOSIÇÕES
1.1. OBRIGAÇÕES DA CONTRATADA. A Contratada executará o serviço com diligência, técnica compatível e observância das normas de segurança aplicáveis. Deverá comunicar impedimentos relevantes, preservar os bens recebidos e utilizar pessoal habilitado quando a atividade exigir qualificação específica.
1.1. OBRIGAÇÕES DO CONTRATANTE. O Contratante fornecerá informações corretas, acesso, autorizações e condições seguras necessárias à execução. Deverá analisar entregas e pedidos de aprovação nos prazos desta Ordem, não sendo a Contratada responsável pelo atraso diretamente causado pela falta dessas providências.
1.1. DIREITOS OBRIGATÓRIOS. Quando a contratação configurar relação de consumo, prevalecerão os direitos e garantias obrigatórios da legislação consumerista. A aprovação do orçamento obriga as Partes, e qualquer alteração de preço, materiais ou extensão do serviço dependerá de livre negociação e autorização do Contratante.
1.1. CONFIDENCIALIDADE. Cada Parte manterá em sigilo as informações não públicas recebidas em razão do serviço e limitará seu uso à execução desta Ordem. A divulgação será permitida apenas a pessoas que necessitem da informação, mediante dever de sigilo, ou quando exigida por autoridade competente.
1.1. DADOS PESSOAIS. As Partes tratarão dados pessoais somente na medida necessária à execução, ao faturamento e ao cumprimento de obrigações legais, observada a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018). A Parte que tiver acesso a dados da outra adotará medidas de segurança compatíveis, limitará o acesso e comunicará incidente relevante sem demora.
1.1. AUTONOMIA DAS PARTES. Esta Ordem estabelece relação civil ou empresarial de prestação de serviços e não cria, por si só, vínculo empregatício, sociedade, mandato ou representação comercial. A natureza jurídica da relação será determinada também pelos fatos efetivamente ocorridos e pelas normas obrigatórias aplicáveis.
1.1. FORÇA MAIOR. A Parte impedida por evento inevitável ou fora de seu controle razoável comunicará a outra e adotará medidas para reduzir os efeitos. Os prazos afetados serão ajustados pelo período necessário, sem afastar pagamento por serviços já executados e aceitos.
1.1. CONTRATO PRINCIPAL. Se houver contrato principal previamente assinado entre as Partes, esta Ordem o complementará quanto ao serviço específico aqui autorizado. Em caso de divergência, esta Ordem prevalecerá quanto ao escopo, preço e cronograma específicos, e o contrato principal prevalecerá nas demais matérias.
1.1. ALTERAÇÕES E TOLERÂNCIA. Qualquer modificação desta Ordem deverá ser feita por escrito e aprovada pelas Partes. A tolerância quanto ao descumprimento não implicará renúncia, novação ou alteração do conteúdo originalmente aprovado.
Esta pergunta define como as Partes manifestarão sua aprovação e autorização para o início dos serviços. A assinatura manuscrita sem testemunhas é comum, enquanto a participação de duas testemunhas pode reforçar a prova das obrigações. A assinatura eletrônica deve permitir identificar os signatários e preservar a integridade do documento. Selecione a modalidade que será efetivamente utilizada e preencha os campos correspondentes.
Conteúdo da página
Ordem de Serviço: O Que É, Para Que Serve e Como Elaborar
1. O Que é uma Ordem de Serviço
A Ordem de Serviço (OS) é um documento operacional que formaliza a autorização para a execução de um serviço específico, com a descrição do que será feito, o prazo de execução, o valor cobrado e as condições de pagamento. Ela é emitida pela contratada (quem presta o serviço) ou pelo contratante (quem solicita), após o alinhamento das condições, e funciona como uma instrução de trabalho com força contratual para aquela prestação específica.
No dia a dia de micro e pequenas empresas, prestadores autônomos e profissionais liberais, a Ordem de Serviço é um dos documentos mais utilizados — e mais subestimados. Um exemplo simples: o técnico de informática que emite uma OS para cada atendimento tem controle completo dos serviços prestados, dos valores cobrados, dos materiais utilizados e da aprovação do cliente para cada intervenção. Sem a OS, esses registros ficam na memória ou em mensagens informais, o que cria riscos de disputas sobre o que foi feito e o que foi cobrado.
O template de Ordem de Serviço do DiretoDoc.com é um modelo simples e completo que pode ser usado por qualquer profissional ou empresa prestadora de serviços, adaptado ao setor de atuação. Criar e baixar uma OS personalizada leva menos de cinco minutos.
2. Ordem de Serviço vs. Contrato de Prestação de Serviços
Uma dúvida frequente entre empreendedores: quando usar Ordem de Serviço e quando fazer um Contrato de Prestação de Serviços? Os dois documentos têm funções complementares, não excludentes:
- O Contrato de Prestação de Serviços é um instrumento de longo prazo que rege a relação global entre prestador e contratante — define as regras gerais, as obrigações permanentes, as condições de rescisão e as penalidades. É o "guarda-chuva" da relação comercial.
- A Ordem de Serviço é operacional e específica — ela detalha um trabalho pontual dentro da relação regida pelo contrato. Ela incorpora os termos gerais do contrato e adiciona as especificidades daquela demanda: o que fazer, quando, como e por quanto.
Em muitas relações entre empreendedores de pequeno porte, a OS funciona como o único documento formalizador — substituindo o contrato em prestações simples e de baixo valor. Juridicamente, isso é válido: uma OS assinada pelas partes é um contrato (no sentido de acordo bilateral de vontades), desde que contenha as cláusulas essenciais de identificação, escopo, prazo e valor. Para serviços recorrentes ou de maior complexidade, o ideal é ter o contrato-mãe e a OS como instrumento de cada demanda.
3. Valor Jurídico da Ordem de Serviço
A Ordem de Serviço tem pleno valor jurídico como instrumento de prova e como elemento de um contrato de prestação de serviços regulado pelos arts. 593 a 609 do Código Civil. Para que ela funcione como título executivo extrajudicial (art. 784, III do CPC), deve ser assinada por ambas as partes e por duas testemunhas.
Na prática, as OSs em papel (ou digitais) são usadas como prova documental em disputas sobre pagamento por serviços prestados. O prestador que tem uma OS assinada pelo cliente autorizando o serviço e confirmando sua conclusão está em posição muito mais sólida do que aquele que depende apenas de mensagens informais para comprovar o que foi feito e o valor acordado.
Uma OS com número sequencial, data, assinatura de autorização e assinatura de conclusão é suficiente para sustentar uma ação monitória (art. 700 CPC) ou uma ação de cobrança com prova documental em juízo — mesmo sem um contrato formal adicional.
4. Campos Obrigatórios e Recomendados na OS
Um padrão de OS completa deve conter pelo menos:
- Número da OS: numeração sequencial para controle interno e referência em comunicações e notas fiscais.
- Data de emissão: quando a OS foi criada — início do prazo de execução.
- Identificação das partes: nome/razão social, CPF/CNPJ e dados de contato do contratante e da contratada.
- Descrição do serviço: o que será feito, com o nível de detalhe adequado ao tipo de serviço. Quanto mais específica a descrição, menor o risco de disputa sobre o que estava incluído.
- Prazo de execução: data de início, data prevista de conclusão, e se há penalidade por atraso.
- Valor: total ou por unidade/hora, com a forma de cálculo quando o valor é variável.
- Condições de pagamento: à vista na conclusão, parcelado, mediante aceite, etc.
- Assinatura de autorização: assinatura do contratante antes do início do serviço — sem isso, a OS não é uma autorização formal.
- Assinatura de conclusão: assinatura do contratante ao final, confirmando que o serviço foi executado satisfatoriamente — base para emissão da nota fiscal.
5. Numeração e Controle de OSs
O controle de OSs é um aspecto operacional muitas vezes negligenciado por pequenos prestadores. Um sistema de numeração sequencial (OS-001, OS-002, ...) facilita: a referência cruzada com notas fiscais e contratos; o controle de OSs pendentes, em execução e concluídas; a geração de relatórios para faturamento e impostos; e a prova em caso de disputa sobre a sequência e o volume de serviços prestados.
Ferramentas simples — desde planilhas eletrônicas até sistemas de gestão de campo (FSM, Field Service Management) — permitem manter esse controle com eficiência. O fundamental é que a OS tenha um número único, esteja associada ao cliente correto e que exista registro do status (aberta, em execução, concluída, cancelada).
Para fins fiscais, a OS é o documento de suporte da nota fiscal de serviços (NFS-e). A Receita Federal e as prefeituras aceitam a OS como comprovante da prestação quando há questionamento sobre a natureza do serviço cobrado na nota. Manter as OSs arquivadas por pelo menos 5 anos (prazo prescricional do art. 206, § 5º, I do CC) é boa prática de compliance fiscal.
6. Ordem de Serviço Digital: Assinatura Eletrônica e Validade
Com a consolidação da assinatura eletrônica no Brasil (Lei 14.063/2020), a OS digital tornou-se uma realidade eficiente para prestadores de campo, equipes distribuídas e empresas de TI. O cliente pode aprovar a OS e assinar a conclusão pelo celular, sem papel, com validade jurídica plena.
Os requisitos para a OS digital ter a mesma força que a OS física: o documento deve ser enviado ao cliente antes do início do serviço (não retroativamente); o aceite deve ser ativo (clique em "Aprovar OS", não apenas leitura do e-mail); e o sistema deve registrar o timestamp e o IP da assinatura para prova de autoria. A assinatura eletrônica simples (como um clique em botão com autenticação por e-mail) é suficiente para a maioria das OSs de serviços regulares. Para serviços de alto valor, a assinatura eletrônica avançada (Gov.br nível prata) é mais robusta.
7. OS por Setor: Características Específicas
A Ordem de Serviço tem características específicas para cada setor de atuação:
- Manutenção predial e técnica (TI, elétrica, hidráulica, HVAC): a OS deve incluir o equipamento ou sistema atendido (número de série, localização), o sintoma relatado pelo cliente, o diagnóstico técnico realizado, as peças e materiais utilizados (com referências e valores), as horas trabalhadas e a recomendação de ações preventivas para evitar recorrência.
- Construção civil e reformas: a OS pode funcionar como medição de etapa de obra — documenta o que foi executado no período, as quantidades medidas e o valor correspondente para liberação do pagamento parcial.
- Serviços de saúde: a OS (na forma de ficha de atendimento ou ordem de procedimento) é um documento regulatório com requisitos específicos do CFM, CRO, CRF ou COFFITO, conforme a área de saúde.
- TI e desenvolvimento de software: a OS é usada para registrar chamados de suporte (tickets), com abertura, SLA, tempo de atendimento e resolução — servindo também como insumo para gestão de SLA e relatório de serviços prestados.
8. OS e Nota Fiscal: A Relação Entre os Dois
A Ordem de Serviço e a Nota Fiscal de Serviços (NFS-e) são documentos complementares mas com funções distintas: a OS autoriza e documenta o serviço; a NFS-e é o documento fiscal que registra a receita do prestador e gera a obrigação tributária (ISS, PIS, COFINS, IRPJ). A OS não substitui a nota fiscal.
A sequência correta: OS emitida e aprovada → serviço executado → OS concluída e assinada → NFS-e emitida com referência ao número da OS. Algumas prefeituras permitem que o número da OS seja informado no campo de dados complementares da NFS-e, facilitando o controle e eventuais auditorias fiscais.
Para os clientes pessoas jurídicas, a OS é o documento que suporta o lançamento da despesa na contabilidade da empresa — o departamento contábil pode exigir a OS para validar o pagamento da nota fiscal.
9. OS Entre Empreendedores: Boas Práticas
Nas relações de prestação de serviços entre empreendedores — MEIs, autônomos formalizados, pequenas empresas —, a Ordem de Serviço é frequentemente o único documento formal da relação. Para que ela cumpra bem esse papel, algumas boas práticas são recomendadas:
- Nunca inicie um serviço sem a OS aprovada pelo cliente — o verbal "pode começar" não tem valor jurídico
- Use um modelo padrão de OS para todos os clientes, com a identidade visual da sua empresa
- Envie a OS por escrito (e-mail, WhatsApp com confirmação de leitura, ou plataforma digital) e guarde o comprovante de envio e aceite
- Registre imprevistos e alterações de escopo durante a execução com um aditivo ou observação na própria OS, antes de realizar o trabalho extra
- Exija a assinatura de conclusão antes de fechar o arquivo da OS
10. Como Criar Sua Ordem de Serviço no DiretoDoc.com
O template de Ordem de Serviço do DiretoDoc.com é um modelo simples, profissional e personalizável para qualquer tipo de prestação de serviços. O documento inclui numeração sequencial, identificação das partes, campos para descrição do serviço, prazo, valor e condições de pagamento, e espaços para assinatura de autorização e de conclusão.
Para criar sua OS, selecione o tipo de contratante e contratada (pessoa física, MEI, LTDA), descreva o serviço, indique o valor e as condições de pagamento. O sistema gera o documento personalizado para baixar em WORD ou PDF. Para complementar a formalização dos serviços, use a OS em conjunto com o Contrato de Prestação de Serviços como contrato-mãe, e com a Declaração de Prestação de Serviços para fins de comprovação fiscal e licitatória. Para serviços de maior complexidade, o Contrato de Empreitada é o instrumento mais adequado quando o resultado final é o que importa.
11. OS como Ferramenta de Controle de Qualidade
Além de sua função jurídica e fiscal, a Ordem de Serviço é uma ferramenta de gestão da qualidade. Quando bem estruturada, ela documenta não apenas o que foi feito, mas como — os procedimentos seguidos, os materiais utilizados e os padrões atendidos. Isso é especialmente relevante em setores regulados (saúde, alimentação, segurança) onde a documentação das intervenções é requisito legal, e em empresas que buscam certificações de qualidade (ISO 9001, NBR).
Uma OS que documenta o padrão técnico de uma intervenção — por exemplo, a OS de manutenção de um elevador, com os pontos de inspeção verificados, as peças substituídas e as medições realizadas — é um ativo de qualidade além de um documento contratual. Em caso de acidente posterior, ela demonstra que a manutenção foi realizada conforme as normas técnicas, o que pode ser determinante para a responsabilidade (ou isenção) do prestador.
Para empresas que prestam serviços em múltiplos locais com diferentes equipes, a OS padronizada garante que todos os técnicos sigam o mesmo protocolo, independentemente de quem executa. Isso reduz variabilidade, facilita o treinamento de novos colaboradores e permite comparar o desempenho de diferentes equipes com base em dados objetivos.
12. OS e Garantia do Serviço: Como Documentar Corretamente
A garantia de serviço é um direito do contratante previsto no CDC (art. 26 — para serviços ao consumidor, o prazo para reclamar de vícios aparentes é de 30 dias para serviços não duráveis e 90 dias para serviços duráveis) e pelo Código Civil (arts. 618-619 para empreitada). A Ordem de Serviço é o documento que registra o início do prazo de garantia.
Para que a garantia seja efetiva e rastreável, a OS deve conter: a data de conclusão do serviço (que marca o início da garantia); a descrição do serviço prestado com os padrões técnicos atendidos; as condições que invalidam a garantia (mau uso, intervenção de terceiros não autorizados, falta de manutenção preventiva); e o procedimento para acionar a garantia (canal de contato, prazo de resposta).
Um prestador que documenta adequadamente suas OSs e honra as garantias construye reputação sólida e evita litígios. A OS de garantia — emitida quando o cliente aciona a cobertura — deve referenciar a OS original que originou o direito, facilitando o controle de custos de garantia e a identificação de padrões de falha recorrente.
13. Integrando a OS ao Seu Fluxo de Trabalho
Para tirar o máximo proveito da Ordem de Serviço como ferramenta de gestão, ela deve estar integrada ao fluxo de trabalho da empresa — não ser um documento paralelo, preenchido depois. As melhores práticas de integração:
- Nenhum serviço começa sem OS emitida e aprovada — isso vale para equipes internas e prestadores externos
- A OS é o gatilho para o faturamento: a nota fiscal só é emitida após a assinatura de conclusão na OS
- O sistema de agendamento da equipe técnica é alimentado pelas OSs em aberto
- O relatório de produtividade da equipe é baseado no volume e na qualidade das OSs concluídas por período
- O dashboard de satisfação do cliente inclui a avaliação do serviço registrada na OS
Para prestadores que usam o DiretoDoc.com como fonte de documentos, o template de OS pode ser baixado e customizado com a identidade visual e os campos específicos do seu setor. Combine a OS com o Contrato de Prestação de Serviços como contrato-mãe para relações recorrentes, e com a Proposta Comercial para pré-formalização do escopo antes da emissão da OS.
14. OS para Profissionais Liberais: Médicos, Advogados e Engenheiros
Profissionais liberais regulados por conselhos de classe têm normas específicas sobre documentação dos seus serviços que vão além da OS genérica:
- Médicos e odontólogos: o prontuário é o documento principal de registro do atendimento, obrigatório por resolução do CFM/CFO. A OS pode complementar o prontuário para fins de faturamento de convênios ou de serviços particulares.
- Advogados: o contrato de honorários (não a OS) é o instrumento principal. A OS pode ser usada para serviços pontuais (consultas avulsas, pareceres específicos) dentro de uma relação contratual já estabelecida.
- Engenheiros e arquitetos: além da OS, precisam de ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) ou RRT registrada no CREA/CAU para serviços sujeitos a responsabilidade técnica. A OS sem a ART/RRT não substitui o registro da responsabilidade técnica.
Para esses profissionais, o modelo padrão de OS do DiretoDoc.com é um ponto de partida que precisa ser complementado com os documentos específicos do conselho de classe. O template é adequado como modelo para serviços de menor complexidade ou para uso em conjunto com os documentos regulatórios exigidos pela profissão.
15. OS como Instrumento de Cobrança: Quando o Cliente Não Paga
A Ordem de Serviço assinada pelo cliente é um dos documentos mais eficazes para cobrar serviços não pagos. Uma OS com assinatura de autorização (antes do serviço) e assinatura de conclusão (após o serviço) constitui prova documental robusta de que o serviço foi solicitado, autorizado, executado e aceito. Com esse conjunto de provas, o prestador tem fundamento sólido para ação judicial.
Para cobranças de baixo valor (até 20 salários mínimos), o caminho mais rápido é o Juizado Especial Cível — sem necessidade de advogado, com processo simplificado. A OS assinada é o principal documento de prova. Para valores maiores, a OS com assinatura de duas testemunhas é título executivo extrajudicial (art. 784, III do CPC), permitindo ação de execução direta. Para relações de longo prazo com cliente inadimplente recorrente, o Contrato de Prestação de Serviços com cláusula de multa por atraso é o complemento ideal à OS — ele prevê penalidade automática por atraso e regras de rescisão por inadimplemento, reduzindo a necessidade de negociação a cada ocorrência. Use a OS para cada demanda e o contrato como instrumento de relação duradoura entre empreendedores.