Modelo de Contrato de Doação de Veículo
CONTRATO DE DOAÇÃO DE VEÍCULO
O presente Contrato de Doação de Veículo (o “Contrato”) é celebrado em indique data do contratocontrato_doacao_veiculo_1, na cidade de indique cidadecontrato_doacao_veiculo_2/indique UFcontrato_doacao_veiculo_3, entre:
Esta pergunta identifica quem está transferindo gratuitamente a propriedade do veículo (“Doador”). A identificação completa reduz riscos de fraude, garante que o documento seja aceito como instrumento particular e permite localizar a Parte para comunicações, assinatura de transferência e eventuais regularizações. Se o Doador for Pessoa Jurídica, a identificação do representante evita questionamentos sobre poderes de assinatura. Selecione o perfil correto (Pessoa Física, MEI ou Pessoa Jurídica) e preencha os campos com dados atuais e consistentes com os documentos oficiais.
Esta pergunta identifica quem receberá a doação do veículo (“Donatário”) e aceitará a transferência de propriedade e demais obrigações escolhidas neste Contrato. A identificação correta evita erros no preenchimento dos documentos de transferência e reduz disputas sobre quem assumiu débitos, prazos e custos. Quando o Donatário for Pessoa Jurídica, a identificação do representante ajuda a comprovar a aceitação da doação e a validade da assinatura. Selecione a opção adequada e preencha os campos com atenção, pois esses dados serão repetidos no bloco de assinaturas.
denominadas conjuntamente como Partes, e individualmente como Parte, celebraram o presente Contrato, que se regerá pelas cláusulas e condições seguintes:
1.1. O Donatário declara que aceita expressamente a doação prevista neste Contrato e que possui capacidade para receber o bem e praticar os atos necessários à transferência.
1.1. As Partes declaram que os dados inseridos nos campos deste Contrato são verdadeiros e que assumem responsabilidade por informações incorretas ou omitidas.
Esta pergunta define o objeto principal do Contrato: o veículo que será doado. A identificação completa evita confusão com outro bem e reduz risco de impedimentos na transferência. Em contratos de doação, é recomendável registrar informações que individualizam o veículo, como placa, Renavam e chassi, além de marca, modelo e ano. Escolha o tipo de veículo que melhor corresponde ao bem doado e preencha os campos com os dados constantes nos documentos e na inspeção do veículo.
Esta pergunta esclarece se o veículo pode ser transferido livremente ou se existe alguma restrição que impeça ou dificulte a doação, como alienação fiduciária, bloqueio judicial, restrição administrativa ou pendências documentais. A definição evita que o Donatário aceite uma doação que não consiga regularizar e protege o Doador de alegações futuras. Se houver restrição, é importante indicar como e em que prazo será regularizada, além de quem assumirá providências e custos. Selecione a opção compatível com a realidade do veículo.
A doação pode ser simples (gratuita e sem exigências), pode impor um encargo (uma obrigação ao Donatário, como pagar determinada despesa ou cumprir um compromisso), ou pode ficar condicionada a um evento específico (por exemplo, regularização de documento ou pagamento de tributo). Definir isso evita dúvidas sobre se existe “contrapartida” e reduz risco de o acordo ser interpretado como compra e venda. Escolha a opção que reflete a intenção real das Partes e preencha os campos de prazo e comprovação, quando aplicável.
A entrega (tradição) é o momento em que o Donatário passa a ter a posse do veículo e, na prática, começa a utilizá-lo. Definir data e local reduz divergências sobre quando se encerram responsabilidades do Doador e quando começam responsabilidades do Donatário. Também é relevante para organizar a entrega de chaves, documentos e itens do veículo. Escolha a opção que melhor reflete o combinado e preencha os campos com clareza, para que o Contrato possa ser usado sem ajustes posteriores.
Esta pergunta determina o marco de mudança de responsabilidade prática sobre o veículo, como risco de perda, furtos, sinistros, estacionamentos e custos de uso. Em contratos de doação, é comum alinhar esse marco com a entrega do veículo, mas as Partes podem optar por data diferente para adequar à realidade (por exemplo, se o Donatário já usar o veículo antes da transferência ou se a entrega ocorrer depois). Escolha apenas uma opção para evitar interpretações ambíguas e garantir que cada Parte saiba exatamente quando suas obrigações começam.
Esta pergunta evita disputas sobre o que acompanha o veículo e o que será entregue ao Donatário no ato da doação. É recomendável listar documentos essenciais e itens físicos relevantes, como chaves, manual, equipamentos obrigatórios e eventuais acessórios. A ausência de definição pode gerar acusações de “entrega incompleta” e atrasar a transferência formal. Escolha a opção que melhor corresponde ao que o Doador entregará e inclua itens adicionais nos campos, quando for o caso, para que o Contrato fique completo e executável.
A transferência formal do veículo é necessária para que o Donatário passe a constar como proprietário perante os registros públicos de trânsito. Definir quem será responsável por providenciar a transferência e em quanto tempo reduz risco de multas, responsabilidades indevidas e cobranças de tributos no nome errado. Também ajuda a organizar assinatura de documentos, reconhecimento de firma (quando exigido), vistorias e pagamento de taxas. Selecione a opção que corresponde ao combinado e preencha o prazo e o Estado em que a transferência será processada.
A doação é gratuita, mas a regularização do veículo costuma gerar custos, como taxas do órgão de trânsito, vistorias, serviços de despachante (se houver) e reconhecimento de firma quando exigido. Esta pergunta define quem pagará esses custos e evita discussão posterior sobre reembolso. É importante indicar se a regra cobre “todas as despesas” ou apenas algumas, e se haverá prestação de contas. Selecione a opção que reflete o combinado e preencha, se necessário, quais custos estão incluídos, para que o Contrato seja claro e executável.
Em doações, pode haver incidência de tributo estadual (ITCMD) e custos administrativos associados ao processo de declaração e recolhimento. Como a exigência e o procedimento variam conforme o Estado, o Contrato deve indicar quem assumirá o pagamento e quem providenciará as etapas necessárias (guia, declaração, comprovantes). Isso evita que a transferência fique travada por falta de recolhimento e protege as Partes contra alegações de inadimplemento. Selecione a opção alinhada ao combinado e preencha UF e prazos, para garantir organização e previsibilidade.
Veículos podem ter débitos pendentes que dificultam a transferência ou geram cobranças após a doação, como IPVA, licenciamento, multas e taxas acumuladas. Esta pergunta define se o veículo será entregue quitado, se o Donatário aceitará assumir débitos existentes, ou se as Partes dividirão responsabilidade conforme uma data de corte. A definição protege ambas as Partes: o Donatário evita surpresas e o Doador evita cobranças futuras por fatos posteriores. Selecione a opção que reflete o combinado e, quando aplicável, descreva débitos e data de referência.
Esta pergunta define se o veículo é doado “no estado em que se encontra” ou se o Doador fará declarações específicas sobre funcionamento e condições. Como a doação é gratuita, é comum que o Donatário aceite o veículo como está, após vistoria, mas as Partes podem preferir registrar que o veículo funciona normalmente ou que passou por revisão recente. Definir isso reduz alegações futuras de surpresa ou de “promessa” não cumprida. Escolha uma opção compatível com a realidade e descreva o estado ou a garantia de forma objetiva.
Esta pergunta ajusta como as Partes tratarão situações em que surjam defeitos não percebidos no momento da entrega ou quando alguma informação relevante não tenha sido corretamente informada. Em doações, é comum limitar responsabilidades, mas não é recomendável tentar afastar responsabilidade por má-fé ou por declaração falsa sobre propriedade. Uma cláusula clara reduz discussões e orienta o que fazer se surgir um problema logo após a entrega. Escolha a opção que melhor equilibra segurança e simplicidade, considerando que o contrato será lido por pessoas sem prática jurídica.
Esta pergunta reduz o risco mais grave em doação de veículo: a pessoa que assina não ter poder para transferir o bem. Pode ocorrer de o veículo estar em nome de mais de um proprietário, de existir representante assinando por procuração, ou de o Doador desejar registrar anuência do cônjuge/companheiro por cautela. Definir corretamente a legitimidade evita nulidade, recusa na transferência e disputas futuras. Selecione a opção que melhor representa a situação e preencha os campos necessários, garantindo que o documento final possa ser utilizado sem complementações.
A cláusula de reversão é uma condição comum em doações familiares e pode ser usada quando o Doador deseja que o bem retorne ao seu patrimônio se ocorrer um evento específico, como o falecimento do Donatário antes do Doador. Essa previsão pode proteger o Doador de ver o veículo ser transmitido a terceiros contra sua intenção. Por outro lado, pode limitar a autonomia do Donatário e causar dúvidas se não estiver claramente descrita. Escolha a opção que corresponde à vontade das Partes e, se aplicável, indique o evento e a forma de formalização do retorno.
Em regra, a doação é um ato de liberalidade que não deve ser desfeito por mero arrependimento, mas existem hipóteses em que a lei permite revogação (por exemplo, situações graves relacionadas à conduta do Donatário) ou em que as Partes podem ajustar um distrato antes de concluir a transferência. Esta pergunta define como as Partes querem registrar esse tema no texto, deixando claro se a doação será tratada como irrevogável (salvo hipóteses legais), se haverá possibilidade de desfazimento por acordo escrito, ou se o contrato ficará silencioso para que se apliquem apenas as regras gerais.
Mesmo sendo uma doação, podem surgir conflitos sobre entrega, débitos, regularização da transferência, informações omitidas ou descumprimento de obrigações escolhidas nas cláusulas anteriores. Definir o método de solução de conflitos ajuda a reduzir custos e evita discussão sobre qual cidade/foro é competente para processar uma demanda. A opção mais comum é eleger um foro específico e prever tentativa prévia de solução amigável. Mediação pode ser útil quando as Partes desejam preservar relação. Arbitragem pode ser mais custosa, mas resolve de forma privada. Selecione a alternativa que melhor se ajusta ao perfil das Partes.
Notificações formais são importantes para comprovar prazos, cobranças de regularização, pedidos de documentos, reclamações e confirmação de entrega. Mesmo em relações amistosas, a falta de um canal definido pode gerar discussões sobre “não recebi a mensagem” ou “não fui informado”. Esta pergunta define qual será o meio principal de comunicação e quais endereços/e-mails serão considerados válidos. Para contratos usados por pessoas sem prática, recomenda-se adotar um canal simples e verificável (como e-mail) e manter dados atualizados. Selecione a opção mais adequada e preencha os campos.
9. DISPOSIÇÕES GERAIS
1.1. Este Contrato constitui o acordo integral entre as Partes sobre a doação do veículo aqui descrito, substituindo entendimentos anteriores sobre o mesmo objeto.
1.1. Qualquer alteração deste Contrato somente terá validade se feita por escrito e assinada por ambas as Partes.
1.1. Se qualquer disposição for considerada inválida, as demais permanecerão em vigor, preservando-se o objetivo contratual na máxima extensão possível.
1.1. A tolerância de uma Parte com descumprimento da outra não implicará renúncia de direito, podendo a Parte tolerante exigir o cumprimento a qualquer tempo.
1.1. Este Contrato será interpretado e executado conforme as leis da República Federativa do Brasil.
A forma de assinatura afeta a prova do Contrato e a facilidade de demonstrar sua autenticidade no futuro. No Brasil, é comum assinatura física sem testemunhas, especialmente em relações simples e de confiança. A assinatura com duas testemunhas pode fortalecer a prova e facilitar determinados procedimentos, dependendo do uso que as Partes pretendem dar ao documento. Também é possível assinatura eletrônica, desde que as Partes reconheçam a validade e guardem o documento final. Selecione o modo que será realmente utilizado e preencha o número de vias ou a plataforma, quando necessário.
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Contrato de Doação de Veículo: Como Formalizar com Segurança e Sem Surpresas
1. O Que é o Contrato de Doação de Veículo
O Contrato de Doação de Veículo é o instrumento jurídico que formaliza a transferência gratuita da propriedade de um automóvel, motocicleta ou outro veículo do doador (quem cede) ao donatário (quem recebe), sem contrapartida financeira. É regulado pelos arts. 538 a 564 do Código Civil (Lei nº 10.406/2002), que definem a doação como o contrato pelo qual uma pessoa, por liberalidade, transfere bens de seu patrimônio para outra.
Embora a doação seja um ato de generosidade, formalizá-la por escrito é fundamental para proteger tanto o doador quanto o donatário — e para regular as implicações fiscais (ITCMD), os prazos de transferência no Detran e as eventuais condições ou encargos da doação. Um modelo simples de Contrato de Doação de Veículo garante que todos esses aspectos estejam documentados. Criar o contrato e fazer download leva menos de dez minutos no DiretoDoc.com.
2. Tipos de Doação de Veículo
O Código Civil reconhece diferentes modalidades de doação que impactam diretamente a estrutura do contrato:
- Doação pura (arts. 538 CC): o doador transfere o veículo gratuitamente, sem nenhuma condição ou obrigação para o donatário. É a forma mais simples e comum nas doações entre pessoas físicas — família e amigos.
- Doação com encargo (art. 553 CC): o doador impõe ao donatário uma obrigação a cumprir em contrapartida da doação. Exemplo: "doo este veículo com a condição de que seja utilizado exclusivamente para fins da associação beneficente X por 3 anos." O encargo não transforma a doação em venda — não há preço —, mas o descumprimento do encargo pode ser exigido judicialmente.
- Doação por antecipação de herança (art. 2.002 CC): quando o doador é pai/mãe e doa para filho, isso pode ser considerado adiantamento da legítima (parte da herança). Ao abrir o inventário, o bem doado deve ser "colacionado" — ou seja, devolvido ficticiamente ao monte para repartição igualitária entre os herdeiros, salvo dispensa expressa pelo doador.
- Doação remuneratória (art. 540 CC): feita em reconhecimento de serviço prestado pelo donatário, sem obrigação de pagar. Parte da doutrina entende que está mais próxima de pagamento do que de liberalidade pura.
3. ITCMD: O Imposto que a Maioria Desconhece
O ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação) é o tributo estadual que incide sobre a doação de bens — incluindo veículos. É de competência dos estados e do DF, o que significa que a alíquota varia conforme o estado do doador ou do imóvel. As alíquotas atuais variam de 2% a 8% sobre o valor venal do bem doado.
A base de cálculo para doação de veículo geralmente é o valor da tabela FIPE na data da doação. Se o veículo vale R$ 50.000,00 e a alíquota do ITCMD no estado é de 4%, o imposto é de R$ 2.000,00 — a ser pago pelo donatário antes de completar a transferência no Detran. Sem o comprovante de pagamento do ITCMD (ou de isenção, quando aplicável), muitos estados não processam a transferência do veículo.
Isenções comuns (variam por estado): doações de pequeno valor (geralmente abaixo de X UFESPs ou UPFs estaduais); doações entre cônjuges ou para parentes de primeiro grau; doações para entidades sem fins lucrativos. Consulte a legislação do ITCMD do seu estado antes de formalizar a doação.
4. Prazo de Transferência: 30 Dias para Regularizar
Assim como na compra e venda, o CTB (art. 123, § 1º) impõe ao donatário o prazo de 30 dias para transferir o veículo para seu nome no Detran, contados da data da doação. A ausência de transferência no prazo expõe o doador a:
- Receber notificações de multas cometidas pelo donatário (enquanto o veículo ainda está registrado em seu nome)
- Ser responsabilizado em acidentes de trânsito envolvendo o veículo
- Ter o IPVA cobrado em seu nome no exercício seguinte
O contrato deve estabelecer prazo explícito para a transferência e prever responsabilidade do donatário por todos os débitos, multas e encargos decorrentes do uso do veículo após a data da doação. Para garantir o cumprimento, o doador pode incluir cláusula prevendo devolução do veículo se a transferência não ocorrer no prazo estabelecido.
5. Doação por Antecipação de Herança: Cuidados Legais
Quando o doador é pai ou mãe e doa um veículo para um filho, a doação pode ser considerada adiantamento da legítima — parte da herança que a lei reserva aos herdeiros necessários (descendentes, ascendentes e cônjuge). O Código Civil (art. 2.002) determina que, na abertura do inventário, os filhos que receberam doações em vida do pai/mãe devem colacionar esses bens — "devolvê-los" ficticiamente ao monte hereditário para que a partilha seja igualitária entre os herdeiros.
O doador pode dispensar expressamente a colação no próprio contrato de doação (art. 2.005 CC). Nesse caso, a doação não entra no cálculo da partilha. Essa dispensa é importante quando o doador quer beneficiar um filho específico sem afetar a partilha dos demais bens. Sem a dispensa, o filho donatário terá que "devolver" o equivalente ao valor do veículo ao inventário para repartição igualitária.
Para doações de valor expressivo entre pessoas físicas — especialmente em contexto familiar —, recomenda-se a orientação de advogado especializado em direito de família e sucessões para estruturar a doação da forma mais adequada ao planejamento patrimonial do doador.
6. Revogação da Doação: Quando o Doador Pode Desfazer
O Código Civil prevê a possibilidade de revogação da doação em duas hipóteses:
- Ingratidão do donatário (art. 557 CC): o doador pode revogar a doação se o donatário: atentar contra a vida do doador; cometer crime de homicídio doloso ou tentativa; caluniar gravemente ou injuriar o doador; ou se recusar a prestar alimentos ao doador necessitado (quando o donatário puder fazê-lo). O direito de revogar prescreve em 1 ano contado da data em que o doador tomou conhecimento do ato ingrato.
- Descumprimento de encargo (art. 562 CC): se a doação foi feita com encargo e o donatário não o cumpre, o doador pode exigir o cumprimento ou revogar a doação. O prazo para a ação revocatória por descumprimento de encargo é de 1 ano a contar da data em que o donatário deveria ter cumprido o encargo.
Note que a doação pura (sem encargo) só pode ser revogada por ingratidão. Não há "arrependimento" em doação pura — depois de feita e aceita, o doador não pode simplesmente desfazê-la por ter mudado de ideia.
7. Cláusulas Essenciais do Contrato de Doação
Um contrato de doação de veículo completo deve conter:
- Identificação das partes: nome completo, CPF, RG e endereço do doador e do donatário.
- Descrição detalhada do veículo: marca, modelo, ano, cor, placa, número do chassi e Renavam.
- Quilometragem na data da doação: registra o estado do veículo no momento da transferência.
- Declaração de gratuidade (ou encargo): confirma que a transferência é feita sem contraprestação financeira, ou descreve o encargo quando houver.
- Declaração de débitos: o doador declara que o veículo está livre de multas, IPVA, alienação fiduciária e outras restrições — ou lista os débitos existentes.
- Responsabilidade pelo ITCMD: define quem paga o imposto (geralmente o donatário, mas pode ser assumido pelo doador).
- Prazo de transferência no Detran: prazo para o donatário concluir a transferência.
- Doação por antecipação de herança: declaração se a doação é ou não adiantamento da legítima, com ou sem dispensa de colação.
8. Doação de Veículo para Pessoa Jurídica
A doação de veículo para pessoa jurídica — associações, fundações, cooperativas, empresas — segue as mesmas regras gerais do Código Civil, mas com particularidades:
- O ITCMD incide normalmente, salvo isenção prevista na legislação estadual para entidades sem fins lucrativos
- A pessoa jurídica receptora deve ter autorização dos seus órgãos de governança para receber a doação (assembleia, conselho ou diretoria, conforme o estatuto)
- A doação para empresa pode ser questionada pela Receita Federal se parecer uma forma de ocultar receita ou de distribuir patrimônio de forma irregular
- Para doações de empresas para sócios ou empregados, podem incidir tributos adicionais (IR e contribuições)
9. Declaração de Imposto de Renda: Como Informar a Doação
A doação de veículo tem implicações na declaração do Imposto de Renda de ambas as partes:
- Para o doador (pessoa física): deve informar a saída do veículo de seu patrimônio (código 22 — Bens e Direitos: Veículos) pelo valor que constava na declaração anterior. A doação por valor diferente do custo histórico pode gerar ganho de capital tributável se o veículo foi declarado por valor inferior ao de mercado (FIPE).
- Para o donatário (pessoa física): deve informar o ingresso do veículo em seu patrimônio (bens e direitos — código 22) pelo valor de mercado (FIPE) na data da doação. Deve também declarar o ITCMD pago como "Pagamentos Efetuados" (dedutível em alguns estados).
Para doações de valores expressivos, consulte um contador antes de fazer a declaração para garantir que o tratamento fiscal está correto e que não há inconsistências que possam gerar malha fina.
10. Como Criar Seu Contrato de Doação de Veículo no DiretoDoc.com
O modelo de Contrato de Doação de Veículo disponível no DiretoDoc.com é um documento simples e completo para doações entre pessoas físicas — pais para filhos, cônjuges, parentes e amigos. O template inclui identificação das partes, descrição do veículo, declaração de gratuidade (ou encargo), responsabilidade pelo ITCMD e prazo de transferência no Detran.
Para criar e fazer download do contrato, preencha os dados no sistema e baixe em WORD ou PDF. O processo leva menos de dez minutos. Para concluir a doação de forma correta, lembre-se de: verificar os débitos do veículo antes de doar; calcular o ITCMD do seu estado; e transferir o veículo no Detran dentro de 30 dias. Se o veículo doado for posteriormente vendido pelo donatário, ele precisará do Contrato de Compra e Venda de Veículo para formalizar essa nova transação.
11. Doação de Veículo e Planejamento Patrimonial
A doação de veículo pode ser uma estratégia de planejamento patrimonial — especialmente em contexto de herança e partilha antecipada. Quando um pai ou mãe doa um veículo ao filho como adiantamento de herança, ele reduz o patrimônio tributável na abertura do inventário, simplifica a partilha futura e garante que o bem seja utilizado por quem o pai/mãe deseja ainda em vida.
Para que essa estratégia seja eficaz: a doação deve ser formalizada em contrato escrito com menção expressa à antecipação de herança; o ITCMD deve ser recolhido no momento da doação (geralmente com alíquota menor do que o ITCMD sobre herança em muitos estados); e, se o doador quiser dispensar a colação, isso deve ser declarado expressamente no contrato. Planejar a doação com orientação de advogado especializado em direito sucessório pode resultar em economia significativa de impostos para a família.
12. Doação vs. Venda Simbólica: Qual a Diferença
Algumas pessoas tentam formalizar doações como "vendas por R$ 1,00" para evitar o ITCMD, argumentando que houve compra e venda (não sujeita ao imposto de doação). Essa prática é vista com desconfiança pelo Fisco e pode ser requalificada como doação disfarçada, com cobrança retroativa do ITCMD, multas e juros.
A Receita Estadual pode questionar contratos de compra e venda com valor irrisório entre parentes próximos, presumindo que houve doação (e não venda). Para evitar esse risco: se o veículo for efetivamente doado (sem contraprestação real), formalize como doação e recolha o ITCMD corretamente; se houver pagamento parcial real (o filho pagou uma parte e o pai perdoou o restante), documente o pagamento com comprovante bancário e formalize a doação apenas pelo valor perdoado. A segurança jurídica de uma doação transparente supera o risco de uma "venda simbólica" questionada pelo Fisco.
13. Doação de Veículo para Entidade Beneficente
A doação de veículo para associações, fundações e organizações da sociedade civil (OSCs) é uma prática relativamente comum e pode gerar benefícios fiscais para o doador em alguns estados — como isenção do ITCMD para doações a entidades reconhecidas como de utilidade pública. O processo é o mesmo da doação para pessoa física, com a diferença de que:
- A entidade receptora deve ter CNPJ ativo e estatuto social que autoriza o recebimento de doações
- A decisão de receber a doação deve ser aprovada pelos órgãos de governança (diretoria ou conselho), conforme o estatuto
- A doação deve ser registrada na contabilidade da entidade como receita patrimonial
- O veículo deve ser registrado no patrimônio da entidade no Detran, com o número do CNPJ
14. Doação com Usufruto: O Doador Mantém o Uso
O doador pode reservar para si o usufruto do veículo — ou seja, transfere a propriedade (nua-propriedade) para o donatário, mas mantém o direito de usar o veículo enquanto viver (ou por prazo determinado). Essa estrutura é mais comum em imóveis, mas tecnicamente possível com veículos.
Na prática de veículos, o usufruto gera complicações operacionais (quem é o condutor habitual? quem paga o IPVA? quem deve estar na apólice do seguro?) e raramente é utilizado. Para veículos, a doação pura (com transferência completa) ou a doação com encargo (o donatário se compromete a ceder o uso ao doador enquanto ele precisar) são alternativas mais práticas.
15. Como Criar Seu Contrato de Doação de Veículo no DiretoDoc.com
O modelo de Contrato de Doação de Veículo do DiretoDoc.com é um documento simples e completo para formalizar doações entre pessoas físicas — pais para filhos, cônjuges, parentes e amigos. O template inclui identificação das partes, descrição do veículo, declaração de gratuidade (ou encargo), responsabilidade pelo ITCMD, prazo de transferência no Detran e observações sobre antecipação de herança quando aplicável. Criar o contrato e fazer download leva menos de dez minutos. Para o comprador posterior que adquirir o veículo do donatário, use o Contrato de Compra e Venda de Veículo. Para a locação temporária do veículo antes de decidir pela doação, use o Contrato de Locação de Veículo.
16. Doação de Veículo: Resumo e Próximos Passos
A doação de veículo é um ato generoso que, quando formalizado corretamente, beneficia tanto o doador (que tem clareza sobre o que transferiu e as condições aplicáveis) quanto o donatário (que recebe um título de propriedade incontestável). O modelo simples de Contrato de Doação de Veículo disponível no DiretoDoc.com cobre todos os elementos essenciais: identificação das partes, descrição do veículo, declaração de gratuidade, responsabilidade pelo ITCMD e prazo de transferência.
Após assinar o contrato, os próximos passos são: recolher o ITCMD junto à Secretaria da Fazenda do estado; apresentar no Detran o CRV assinado, o contrato de doação e o comprovante de recolhimento do ITCMD; e pagar as taxas de transferência. O Detran emitirá o novo CRV em nome do donatário, concluindo formalmente a doação. Não esqueça de declarar a doação no Imposto de Renda do doador e do donatário. Para criar e fazer download do contrato, acesse o DiretoDoc.com agora. Para a futura venda do veículo pelo donatário, use o Contrato de Compra e Venda de Veículo.